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Particione o HD e organize melhor o disco da sua máquina




Particione o HD e organize melhor o disco da sua máquina
Prática de "dividir" o disco rígido é ainda mais fácil no Windows Vista e 7; veja!
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Virtualização: como instalar outro sistema operacional sem particionar o HD

Particione e gerencie seu HD com o EASEUS Partition Master

Você já ouviu falar de Particionar o HD do seu computador? Bom, muita gente já pode ter ouvido, mas nem imagina o que quer dizer. Explicando de forma simples, particionar o seu HD é dividi-lo em duas partes. E para que isso serve? Normalmente, é bom separar o HD em duas partes e deixar uma para programas e outra para arquivos, por exemplo. Assim, você pode formatar a parte dos programas sem perder seus arquivos, ou o contrário. E também pode separar tamanhos definidos para um e para outro, organizando melhor o seu espaço. Se sua máquina tem o sistema operacional Windows 7 ou Vista, acompanhe o passo a passo que fizemos para você.

Primeiro, vá em Iniciar e depois clique em Meu computador com o botão direito do mouse. Nessa janela, escolha a opção Gerenciar. O próximo passo é clicar em gerenciamento de discos e encontrar a partição C. Ao encontrá-la, clique com o botão direito do mouse e selecione o item Diminuir Volume.

Feito isso, uma tela será aberta e nela você poderá inserir o a capacidade máxima que a sua nova partição poderá suportar. Automaticamente será criado o chamado disco não alocado. O próximo passo é criar o que os técnicos chamam de partição lógica. Para isso, clique com o botão direito aqui em Espaço Não-Alocado e selecione Novo Volume Simples. Quando você clicar em Avançar, será pedido para atribuir uma letra à unidade. Aí você poderá escolher a D ou a F, por exemplo.

Pronto, não tem segredo! Agora você tem duas áreas para guardar seu arquivos importantes. Você só vai perder o conteúdo caso o seu HD queime, mas aí não tem jeito mesmo. Tem um detalhe: não transfira os arquivos do Windows e os Arquivos de Programas, que ficam na pasta Usuários, para a outra partição criada. Elas são essenciais para o funcionamento do seu computador e precisam ficar, obrigatoriamente, na partição original.

E-books roubam a cena na Bienal do Livro









Acervo reúne diferentes logos do Google

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Navegue sem usar o mouse

Golpe cartão VISA


GOLPE FACIL DE CAIR - VEJA QUE ELES NÃO PEDEM SENHA
Esta informação veio de dentro da própria empresa, desta forma acredito que vale a pena repassar.
LEIA, POIS É MUITO BEM FEITO.
Você recebe uma chamada e a pessoa diz: 
- Estamos ligando do Departamento de Segurança da VISA (por exemplo). Meu nome é 'Fulano' e meu número de
identificação funcional é 'tal' ...
- O Sr. comprou 'tal coisa' ( qualquer coisa bem estranha, como um 'dispositivo Anti-Telemarketing') no valor de R$ 497,99, de uma empresa em Porto Alegre ?
É óbvio que você responde que não, ao que se segue:
- 'Provavelmente, seu cartão foi clonado e estamos telefonando para verificar. Se isto for confirmado, estaremos emitindo um crédito ao seu favor. Antes de processar o crédito , gostaríamos de confirmar alguns dados: o seu endereço é tal?' (Isto pode ser encontrado facilmente das listas telefônicas via Internet).

Ápos responder "sim", o golpista continua ...
- 'Qualquer pergunta que o Sr. tenha, deverá chamar o número 0-800 que se encontra na parte traseira de seu cartão e falar com nosso Departamento de Segurança.
- Por favor, anote o seguinte número de protocolo '...
O bandido lhe dá então um número de 6 dígitos e pede: 
- 'O Sr. poderia lê-lo para confirmar?'
Aqui vem a parte mais importante da fraude.
Ele diz então: 
- 'Desculpe, mas temos que nos certificar de que o Sr. está de posse de seu cartão. Por favor, pegue seu cartão e leia para mim o seu número'.
Feito isto, ele continua: 
- 'Correto. Agora vire o seu cartão e leia, por favor, os 3 últimos números (ou 4 dependendo do cartão)'.
Estes são os seus 'Números de Segurança' (Pin Number), que você usa para fazer compras via Internet, para provar que está com o cartão!
Depois que você informa os referidos números, ele diz: 
- 'Correto! Entenda que era necessário verificar que o seu cartão não estava perdido nem tinha sido roubado, e que o Sr. estava com ele em seu poder.. Isso confirma que o seu cartão foi mesmo clonado, infelizmente..
- O Sr. teria alguma outra pergunta?'
Depois que você diz que não, o ladrão agradece e desliga.
Provavelmente, em menos de 10 minutos, uma compra via internet será lançada no seu cartão, e muitas outras, caso você não perceba a fraude até a chegada do extrato.  
É quase inútil fazer denuncias à polícia. 
Até nos USA é difícil o rastreamento destas ligações. Caso receba este tipo de ligação, você pode falar para o bandido desligar que você mesmo fará a ligação para o 0800 da sua operadora. 

Mas, mesmo que você desligue, fica claro que a melhor maneira é estar alerta e comunicar a todo o mundo sobre a existência de mais este golpe.
 Assim sendo, por favor, passe isto a todos seus amigos, A informação é a nossa proteção!


Órgãos públicos deixam RG, CPF e até conta corrente de cidadão na web



Informações sensíveis ficam expostas por falhas em sites governamentais.
Na última semana, dados de estudantes inscritos no Enem vazaram.


Dados de candidatos do Enem vazaram a partir do site do Inep na semana passada. O vazamento é significativo, mas não é único. Por meio de buscas, é fácil identificar que outros órgãos públicos também deixam dados na web. O G1 reuniu alguns exemplos para mostrar as falhas na proteção da privacidade e intimidade dos cidadãos brasileiros.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
A coluna Segurança para o PC do G1 tentou localizar dados deixados por órgãos públicos na web. A busca foi limitada a apenas domínios do governo brasileiro – gov.br – embora domínios particulares também, eventualmente, contenham dados do governo, postados por servidores públicos. Confira abaixo alguns exemplos:



Uma lista de funcionários da Secretaria de Saúde de Tocantins não se limita a divulgar só o nome e o cargo das pessoas. A data de nascimento, o CPF, endereço de trabalho, o telefone do trabalho e também o IP da máquina a partir da qual fizeram o cadastro no sistema estão registrados em uma planilha do Excel com o nome “Nova planilha do Microsoft Excel.xls”, disponível no site do governo. A lista inclui dados de servidores públicos que vão de digitadores, auxiliares administrativos até um diretor de hospital de um coordenador de uma central de processamento de dados (CPD).
O e-mail dos funcionários também está na lista, tornando-os alvos fáceis para ataques de phishing. Um criminoso poderia facilmente criar um e-mail realista usando os dados pessoais disponíveis na tabela.
Outro arquivo, deixado na rede pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), lista os membros de um grupo de trabalho de “ações compartilhadas” (GTAC). Além do nome dos membros do grupo, o RG, o CPF, o e-mail, o telefone, a data de nascimento e o número da conta bancária estão disponíveis na planilha.






Um edital da Secretaria de Educação de Itajaí (SC) lista o número de identidade de mais de 300 pessoas.
Um arquivo PDF hospedado no site doDetran de Alagoas contém 26 páginas de nomes completos com seus respectivos números de CPF.
Já a Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarinatem em seu site uma relação de representantes que compareceram em uma conferência de direitos da criança e do adolescente. CPF, RG, número de telefone e endereços de e-mail – muitos claramente pessoais, em domínios de provedores gratuitos – estão no arquivo.
Universidade Estadual do Piauí (UESPI) divulga uma lista de fiscais do vestibular, com o CPF, nome completo e número da matrícula dos 390 alunos participantes.
No site da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), um documento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior está disponível. O arquivo possui quatro páginas, com RG, CPF e endereço completo de diversos professores em cargos importantes de várias instituições de ensino federais.
Outro lado

G1 entrou em contato com todos os órgãos públicos citados nesta coluna. A Secretaria da Saúde de Tocantins disse que os dados de 127 digitadores foram expostos por conta de uma falha. A instituição diz que, após o aviso do G1, "providenciou a retirada de tal lista da internet". 
O Idema, do Rio Grande do Norte, informou que vai "providenciar a exclusão do arquivo" encontrado pelo G1.
A Secretaria de Educação de Itajaí (SC) informou que costuma publicar os números de documentos de identidade em diversos documentos, para evitar confusão em caso de homônimos. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, “não há redação ou lei que diga que não pode publicar os documentos pessoais”.


De acordo com a assessoria de imprensa do Detran-AL, a lista traz os CPFs das pessoas para evitar confusão em caso de homônimos e o órgão considera que “não há problema algum” em divulgar os dados no site.
A Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina afirmou, por nota, que "os dados publicados com informações pessoais constantes em seu sítio na internet, não eram de conhecimento do Gabinete". Após serem informados pelo G1, foi solicitada a retirada de todo o conteúdo em questão.
A UESPI solicitou o envio de um e-mail relatando os dados encontrados na web para só depois se pronunciar. Após o envio dos dados, a entidade não respondeu mais às solicitações do G1.
A UFES informou que o funcionário responsável pela comunicação da universidade não estava disponível para contato.


Uma prova do que já se sabeOs arquivos encontrados pelo G1 apenas reforçam o que especialistas já sabem: é fácil encontrar dados como RG, CPF, endereço, telefone até números de contas bancárias na internet. Basta ter sido o “azarado” fazer negócios com a empresa ou instituição pública errada, e eles estarão lá.
Muitas organizações armazenam todas as informações que as pessoas estiverem dispostas a ceder; na maioria dos casos, nem tudo é necessário. Mesmo assim, a solicitação pelo documento está no formulário, e hoje já não questionamos porque todo mundo precisa saber nosso endereço de correspondência, mesmo que enviar cartas não esteja nos planos daquela entidade.

Isso não seria o problema se as informações fossem tratadas com cuidado. Mas esse não é o caso. Muitos dados são armazenados em arquivos simples do Excel, sem senha – embora a senha não seja impenetrável, já é um artifício que dificulta a vida de quem está caçando dados pessoais.
Centenas de contratos, contendo todas as informações das partes, ficam expostos na internet, na íntegra, sem qualquer tipo de censura nas partes sensíveis – que, na verdade, não contribuem em nada para a transparência do governo, mas comprometem a segurança de quem presta serviços aos órgãos públicos.
O caso do Inep não é isolado. Informações fornecidas à órgãos públicos estão sendo colocadas na internet a todo instante, mesmo sem intenção. O poder total das ferramentas de pesquisa da web não são de conhecimento público. Por causa disso, nem todos imaginam que uma planilha perdida em uma pasta pode acabar sendo facilmente encontrada com os termos certos de pesquisa.
Expor dados sigilosos não é transparênciaCPF e RG são dados sensíveis. São números que identificam cada cidadão brasileiro unicamente. Mesmo assim, são tratados com certo descaso. Sua presença em currículos, por exemplo, é desnecessária, mas algumas empresas pedem – sem motivo algum, além de armazenar dados que, para ela, não são úteis.
Expor esse tipo de informação não torna o governo transparente e coloca em risco desnecessário quem é contratado, ou mesmo quem simplesmente participa de programas do Estado, como concursos públicos. A transparência não é incompatível com o cuidado adequado com as informações. Apenas é preciso entender aquilo que é útil para o cidadão saber e o que não é.
A coluna Segurança para o PC de hoje fica por aqui. Volto na quarta-feira (11) com o pacotão de dúvidas. Se você tem alguma pergunta sobre segurança ou vazamento de dados, deixe-a nos comentários. Até a próxima!
*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na páginahttp://twitter.com/g1seguranca.

Currículo não é tudo

Muitas vezes, aspectos ligados a atitude são mais valorizados que os conhecimentos, afirma especialista.

A primeira preocupação de quem procura um emprego é com o currículo. E ter boas experiências, cursos de formação complementar e domínio de línguas estrangeiras são, realmente, coisas importantes na hora de lutar por um espaço no mercado de trabalho. Mas isso não é tudo.

O Portal Administradores entrevistou Marisa Silva, da Career Center, consultoria especializada em gestão de Recursos Humanos, que fala sobre o que é e o que não é relevante para a conquista de um lugar no mercado.

Administradores - As experiências do período da faculdade (como estágios, congressos, encontros, seminários etc.) são relevantes no mercado profissional? Para as empresas, qual o grau de relevância dessas experiências?

Marisa Silva - O mercado de trabalho valoriza, para quem está no início da carreira, todas as experiências, pois estas também permitem desenvolver competências, habilidades e maturidade em especial - no sentido de ter recursos para enfrentar desafios/frustrações e se recuperar mais rapidamente ao lidar com as adversidades do mundo corporativo. Muitas vezes, aspectos ligados a atitude (personalidade) são mais valorizados que os conhecimentos, pois as empresas vivem em transformações e as coisas nem sempre acontecem na velocidade que desejamos.

A geração Y, mais rápida e com mais pressa em conquistar projetos ou cargos maiores nas empresas, tendem a se frustrar mais rapidamente também quando percebem que a empresa não tem a velocidade sonhada.

Conhecimento é importante, mas saber e ter condições para entender a cultura da empresa na qual o jovem vai trabalhar também é um ponto muito valorizado nas entrevistas. Nesse sentido é importante o jovem tirar o máximo de informações das empresas onde pretende trabalhar. Se o jovem tiver um perfil mais ambicioso, for rápido, tem que buscar uma empresa com seu perfil. Se for mais tranquilo e tiver uma ambição média, deve buscar empresas mais estáveis, por exemplo.


Qual a importância da formação continuada? Isso é realmente levado em conta pelas empresas?

É muito importante estar bem informado/atualizado, mas acima de tudo é importante desempenhar e fazer além do que é esperado do cargo. Existem profissionais que dão mais atenção ao estudo e menos às entregas/realizações na empresa. Ao ser comparado com outros profissionais que estão no mesmo estágio da carreira e com histórico maior de realizações (fazer além do esperado), poderá ser preterido. O contrário também é verdadeiro. Pessoas que só entregam e não se atualizam podem também ser preteridos por outros que tem um curso mais sofisticado. Tudo é questão de equilíbrio - performar e atualizar.


O que vale mais a pena: ter no currículo passagens por várias empresas diferentes ou ter uma experiência mais longa em um único lugar?

Os estágios contribuem para o jovem experimentar e se identificar com uma possível área de atuação futura. Se a passagem for curta e ele não deixar alguma marca, ou seja, algo diferente (por exemplo: melhoria de um processo, organização de alguma coisa, criação de uma planilha de controle que não existia, melhor atendimento a um cliente importante, etc.), pode não ser tão diferenciado para o mercado, mas é bom para o profissional. Já quem permanece por muito tempo em uma empresa fazendo a mesma coisa, não tendo evidências de iniciativas tomadas, ações para fazer alguma diferença, o currículo também pode não ser atrativo.

Resumindo: é importante, na experiência, sempre procurar contribuir de forma diferente, respeitando o gestor imediato, entendendo qual é o papel e o que é esperado. Em cima disso, procure fazer a diferença contribuindo para melhoria da sua área de atuação. Pequenos gestos podem repercutir de forma muito positiva.


Mudar de emprego várias vezes sem ascender na carreira pode "pegar mal" no currículo?

Se as saídas das empresas partirem do profissional, eu diria que mudar de emprego várias vezes não permite tempo para fazer muita coisa diferente na empresa. Levamos mais ou menos quatro meses para entender uma empresa. Depois mais um tempo para poder contribuir de forma diferenciada. Se a pessoa ficar de seis meses a um ano em cada empresa e não apresentar nada além das atribuições do cargo (atividades obrigatórias do cargo), o currículo pode não ser tão atraente em comparação com outros candidatos mais estáveis e com maior histórico de realizações. Muitas vezes título/cargo não é sinônimo de bom desempenho. Sempre avaliamos cargo, tempo na empresa, resultados, contribuições, o que fez diferente, o que aprendeu, complexidade das atividades desempenhadas, etc.


O que mais deve ser levado em conta para se ter um bom currículo? Quais as principais dicas?

Boa formação, fluência em um idioma no mínimo, atualização em relação ao mercado no qual o profissional atua, histórico de realizações (que não precisam ser complexas, mas que dão ideia de que quer fazer a diferença). Se o profissional for mais ambicioso, pode mapear empresas alvo de destaque e procurar atuar em empresas que são referências no mercado, por exemplo. 

Deu HOLANDA


Pelo alto, Holanda vira e elimina o Brasil... Uhuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!





Entre uma fase de grupos em que se classificou com uma rodada de antecedência e uma partida de oitavas de final que decidiu cedo, diante do Chile, a Seleção Brasileira ainda não havia passado por momentos de pressão na África do Sul. Não até as quartas de final diante da Holanda. Ou, mais especificamente, até o segundo tempo. E, quando enfrentou a situação adversa, o Brasil o fez por uma única e derradeira vez.

Depois de jogar um primeiro tempo que provavelmente está entre seus melhores 45 minutos de futebol na Copa do Mundo da FIFA e em que abriu vantagem de um gol com Robinho – e que poderia ter sido até mais -, a equipe brasileira sucumbiu. Não foi com a velocidade de seu ataque, mas sim pelo alto, que os holandeses viraram o jogo em Port Elizabeth. Felipe Melo marcou um gol contra aos sete minutos do segundo tempo e Wesley Sneijder, de cabeça, decretou o 2 a 1 que eliminou o time de Dunga na mesma fase em que o pais caíra na Alemanha 2006.
Com 100% de aproveitamento na Copa até aqui, a Holanda aguarda agora o vencedor do duelo entre Uruguai e Gana, às 20h30 locais (15h30 de Brasília) no Soccer City de Johanesburgo. A semifinal está marcada para o dia 6, terça-feira, na Cidade do Cabo.
O gol que muda
Pois todos prognósticos de uma partida travada - entre duas equipes que preferem aguardar serem atacadas para, então, se aproveitarem dos espaços - se confirmaram a princípio. Tanto brasileiros como holandeses permaneciam quase todos atrás do meio-campo no momento em que o rival tinha posse de bola. Pelo primeiros minutos já se percebia: tinha quase tudo para ser um jogo para paciência e estudo.

Isso, claro, a não ser que alguém conseguisse abrir o placar cedo e levar abaixo todas as perspectivas de cautela. E foi o Brasil quem encontrou um caminho para isso. Primeiro, aos oito minutos, com uma surpreendente entrada de Daniel Alves pela esquerda, onde recebeu livre de Luís Fabiano e passou para Robinho marcar. Daniel, no entanto, estava à frente da zaga no momento do lançamento.

Mas que não fosse por isso. Dois minutos depois, Robinho tratou de ratificar que quem começava levando perigo era o Brasil. A defesa holandesa se confundiu e ninguém seguiu o camisa 11 em seu deslocamento da direita para o meio. Felipe Melo enxergou com perfeição e, de trás do meio-campo, acertou um lindo passe que deixou o atacante do Santos na cara do gol. De primeira, ele tocou na saída de Maarten Stekelenburg.

Espaço a quem quer espaçoNão é que o 1 a 0 no placar fosse a senha para uma Holanda desguarnecida, mas aos poucos a marcação do trio Arjen Robben-Wesley Sneijder-Dirk Kuyt e do centroavante Robin Van Persie se adiantou em direção ao campo brasileiro. Se não era uma situação clara para contragolpes, passava a ser, aos poucos, um cenário mais propício para a criação de chances.

De um lado, a Oranje incomodou, cruzou à área, acertou um ou outro chute de longe, mas não conseguiu de fato assustar Júlio César. E o Brasil, em algumas poucas e talentosas investidas, chegou perto do segundo gol: primeiro, aos 26, quando Daniel Alves fez boa jogada pela direita após cobrança de escanteio e cruzou para Juan chutar forte, da entrada da pequena área, por cima do gol.
Os únicos autênticos contra-ataques quase resultaram em gols. Um de Kaká: depois de bela jogada de Robinho pela ponta-esquerda, Luís Fabiano ajeitou de calcanhar e o camisa dez, da entrada da área, acertou sua típica finalização consciente, de chapa, no canto alto esquerdo. Stekelenburg fez uma defesaça. E, já nos acréscimos, foi Maicon quem desceu como uma bala pela direita e bateu firme, na rede pelo lado de fora. O Brasil não chegava a toda hora, mas, quando o fazia, era sempre beirando a precisão. O jogo já se parecia com aquele de que a equipe de Dunga gosta.
O outro gol que mudaDe novo: a pauta estava aparentemente marcada para uma partida com mais espaços brasileiros a não ser que um gol aparecesse logo no início e mudasse tudo. A história se repetiu, dessa vez para o outro lado e de um jeito pouco usual. Primeiro, porque num levantamento holandês para a área. Segundo, por algo pouquíssimo habitual na defesa brasileira: falha de posicionamento quando Sneijder cruzou fechado. A bola passou por toda a área, triscou na cabeça de Felipe Melo – que se chocou com Júlio Cesar – e foi direta para o canto direito. Sete minutos de jogo; tudo igual.

Com o empate e uma Holanda entusiasmada, era possível sentir no ar: a Seleção Brasileira estava diante de sua primeira situação de pressão na Copa. Como a equipe reagiu? A princípio, tomando iniciativa e criando chances, sobretudo uma de Kaká aos 20 minutos, quando tentou encobrir Stekelenburg no rebote de um cruzamento e tocou com categoria, a centímetros da trave. Mas, então, o imponderável – no caso, o mesmo imponderável. Foi um escanteio vindo da direita, aos 23 minutos: Kuyt desviou de cabeça e ninguém marcou Sneijder. O meio-campista da Inter de Milão, normalmente aquele que cruza as bolas na área, completou de cabeça – algo tão pouco comum que ele próprio comemorou apontando para a própria testa em incredulidade. Pela primeira vez no Mundial, o Brasil estava atrás no placar.

E, por se não fosse pressão o suficiente, cinco minutos depois do gol os brasileiros passaram a jogar com um a menos, quando Felipe Melo recebeu um vermelho apos acertar Robben depois de lhe cometer uma falta. Os espaços agora eram escandalosos e para a Holanda. E a pressão, algo desordenada, algo nervosa, dos brasileiros. O suficiente para transformar, nos últimos 20 minutos, o estádio de Port Elizabeth num caldeirão de nervosismo, mas não para buscar o empate. O sonho do hexa acabou em 45 minutos. Agora, só em casa, dentro de quatro anos.